

Imagem 1: Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes. Imagem 2: Vista geral da apresentação do “Plano de Impactos da Produção e Comercialização de Pequenos Frutos”, na Feira Nacional de Agricultura.
Estudo da EY-Parthenon confirma impacto estratégico dos pequenos frutos na economia portuguesa
Os pequenos frutos geraram, em 2025, 1.037 M€ de Valor Acrescentado Bruto (VAB) para a economia portuguesa, sustentaram 34.369 postos de trabalho, contribuíram com 629 M€ em remunerações e 276 M€ em receita fiscal. Estas são algumas das principais conclusões do estudo “Plano de Impactos da Produção e Comercialização de Pequenos Frutos”, desenvolvido pela EY-Parthenon para a Lusomorango e para a Driscoll’s e apresentado na Feira Nacional de Agricultura, na presença do Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes.
O estudo demonstra que a fileira dos pequenos frutos se consolidou como uma das mais dinâmicas e internacionalizadas da agricultura portuguesa. Em apenas dez anos, a produção nacional mais do que triplicou, passando de 27,6 mil toneladas, em 2015, para 91,4 mil toneladas, em 2025, enquanto o valor da produção atingiu 580 M€, um crescimento de 72,6% face a 2020.
Além do impacto direto na atividade agrícola, o relatório evidencia um forte efeito multiplicador na economia nacional. Dos 1.037 M€ de VAB gerados em 2025, cerca de 76% resultam de efeitos indiretos e induzidos, refletindo o impacto da fileira em áreas como os serviços, logística, energia, comércio, construção, restauração e outras atividades económicas.
No plano do emprego, o setor sustentou 34.369 empregos equivalentes a tempo completo, prevendo que este número aumente para 36.702 em 2026. As remunerações geradas ascenderam a 629 M€, enquanto a receita fiscal atingiu 276 M€, confirmando o contributo crescente da fileira para a criação de riqueza e para as contas públicas.
A análise destaca ainda a forte vocação exportadora do setor. Em 2025, as exportações nacionais de pequenos frutos atingiram 398 M€, mais do que triplicando o valor registado há uma década. Ao contrário da tendência europeia, fortemente centrada no morango, Portugal especializou-se em culturas de maior valor acrescentado, como a framboesa, a amora e o mirtilo, afirmando-se como uma origem de referência nos mercados internacionais.
Um dos momentos de maior destaque foi a apresentação pública do estudo “Plano de Impactos da Produção e Comercialização de Pequenos Frutos”, desenvolvido pela EY-Parthenon para a Lusomorango e para a Driscoll’s, que demonstrou o contributo crescente da fileira para a economia portuguesa, com um impacto de 1.037 M€ de Valor Acrescentado Bruto em 2025, mais de 34 mil empregos equivalentes a tempo completo e 398 M€ em exportações.
A feira foi igualmente palco para dar a conhecer o trabalho desenvolvido pelo Centro de Investigação para a Sustentabilidade (CIS), instalado no Pólo de Inovação da Fataca, em Odemira. Criado através de uma parceria entre o INIAV, a Lusomorango, a Driscoll’s e a Maravilha Farms, o Centro desenvolve projetos nas áreas da eficiência hídrica, biodiversidade, redução do uso de fitofármacos e sistemas agrivoltaicos, afirmando-se como uma referência nacional na investigação aplicada aos pequenos frutos.
A participação da Lusomorango contou ainda com a presença de membros do Governo, entre os quais a Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, e o Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, que acompanhou a apresentação do estudo da EY-Parthenon e voltou a reconhecer a importância estratégica da fileira para a agricultura portuguesa.
Ao longo da feira, a Lusomorango reforçou a sua missão de promover uma agricultura cada vez mais inovadora, sustentável e competitiva, valorizando o conhecimento científico, a cooperação entre produtores e a ligação permanente entre investigação e atividade agrícola.

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