
Lusomorango aprova maior Programa Operacional de sempre – 28,1 milhões de Euros até 2028
A Lusomorango viu aprovado o maior Programa Operacional de sempre em Portugal, com uma dotação de 28,1 milhões de euros para os próximos três anos, podendo este valor ser reforçado em mais 25% durante o período de execução. O investimento terá como prioridades a eficiência hídrica, a sustentabilidade ambiental, a investigação e a inovação.
Com um grau de aprovação de praticamente100%, o novo Programa Operacional destina-se a alavancar o investimento dos produtores e da própria organização – sendo que cerca de 25% da dotação é dedicada exclusivamente a medidas de ambiente e clima.
Entre as principais intervenções previstas estão a renovação de sistemas de rega, a substituição de equipamentos para maior eficiência hídrica, a transição energética com viaturas 100% elétricas, instalação de painéis solares, reforço de sistemas de recirculação de água, recolha de águas pluviais e reaproveitamento de águas de drenagem. Está igualmente previsto um plano de gestão ambiental para todos os produtores, com o objetivo de alcançar a certificação da pegada hídrica e de carbono dos associados.
A investigação mantém-se como eixo estratégico, com um investimento de cerca de 1,3 milhões de euros em I&D, centrado no Centro de Investigação para a Sustentabilidade (no Polo de Inovação da Fataca – Odemira), em parceria com o INIAV, a Driscoll’s e a Maravilha Farms. Está ainda previsto o desenvolvimento de um Centro de Investigação de Pequenos Frutos em Almeirim, em parceria com o INIAV, a Escola Superior Agrária de Santarém e a Câmara Municipal de Almeirim.
O programa é financiado em 50% por fundos próprios dos produtores e da organização, e em 50% por fundos comunitários diretos, não envolvendo verbas do Orçamento do Estado. A sua execução plena tem de ser acompanhada, contudo, da resolução de constrangimentos estruturais, nomeadamente a modernização do Perímetro de Rega do Mira, a ligação da Barragem de Santa Clara ao Alqueva, prevista na estratégia Água que Une, e a simplificação dos processos de licenciamento.
Saiba mais na edição 271 da revista Frutas, Legumes e Flores

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