
Lusomorango apela ao Governo para apoios conducentes com dimensão dos estragos causados pelas tempestades
Logo após a constatação, no terreno, dos elevados prejuízos deixados pela devastação da tempestade Kristin, a Lusomorango apelou ao Governo para que fossem criados mecanismos de apoio ajustados à dimensão real dos estragos, que afetaram produções agrícolas em Odemira. Apesar do alargamento nacional dos apoios anunciados pelo Governo, é essencial garantir que estes instrumentos respondam de forma adequada à gravidade dos danos verificados no terreno.
Os episódios meteorológicos extremos registados no final de janeiro e início de fevereiro, causaram danos que ultrapassam os 20 milhões de euros, nas produções dos membros da Lusomorango, em Odemira, afetando infraestruturas produtivas, sistemas de rega, túneis e equipamentos, bem como culturas permanentes e em produção.
A Lusomorango alerta que, na agricultura, a destruição provocada por fenómenos climáticos extremos não se esgota numa campanha perdida. A perda de infraestruturas e de plantas compromete a capacidade produtiva futura, contratos comerciais, emprego e a estabilidade económica das produções, com efeitos prolongados no tempo. A agricultura é uma atividade estratégica para o país, com impacto direto no emprego, nas exportações e na coesão territorial. Quando choques externos e imprevisíveis colocam em causa essa capacidade produtiva, os instrumentos públicos devem funcionar como mecanismos de estabilização económica e não como exceções difíceis de acionar.
Com o anúncio do alargamento dos apoios a todo o país, sempre que se comprove a ligação entre estragos e as tempestades, torna-se agora determinante que os mecanismos ativados tenham em conta a extensão e a natureza dos prejuízos sofridos pelas produções agrícolas. Neste contexto, a Lusomorango defende que a resposta do Estado deve ser proporcional à dimensão efetiva dos danos causados, assegurando que as produções afetadas dispõem de condições reais para recuperar e retomar a sua atividade.
Respostas tardias ou excessivamente burocráticas podem agravar os impactos económicos e sociais, colocando em risco empresas, postos de trabalho e a continuidade da produção agrícola, num contexto em que a instabilidade climática tende a tornar-se mais frequente.
Assista à entrevista com Joel Vasconcelos no canal NOW, sobre os estragos causados pela Depressão Kristin: https://www.nowcanal.pt/portugal/detalhe/temporal-destroi-producao-agricola-estragos-superam-os-10-milhoes-de-euros

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